PorAna Araújo | Repórter do The Christian Post
A Igreja Católica apresentou durante uma conferência realizada em Roma, Itália, nesta quinta-feira, 9, um projeto milionário que pretende usar a internet no combate à pedofilia.
Reuters
Jornal Católico Culpa Satanás pela Atração Homossexual
O projeto se trata de um ensino digital através de uma página na internet, com aconselhamento em várias línguas e acesso a pesquisas sobre pedofilia e como reagir a ela.
Haverá também o "Centro para a Proteção Infantil", site criado com a colaboração de universidades e instituições médicas em alemão, inglês, francês, espanhol e italiano.
O objetivo é ajudar clérigos a erradicarem a pedofilia de suas igrejas em todo mundo e a protegerem os menores de potenciais abusos.
Durante a conferência, o padre François-Xavier Dumortier informou que o projeto teve um custo de 1,2 milhão de euros (1,6 milhão de dólares).
"Isso vai ajudar a desenvolver uma cultura de escutar (...), um rosto diferente da cultura do silêncio", disse Dumortier, reitor da Pontifícia Universidade Gregoriana.
"A Igreja agora tem uma base a partir da qual começar", disse Brendan Geary, da ordem dos Irmãos Maristas. "Começamos ouvindo as vítimas e escutando suas experiências. Asseguramos que a Igreja tenha os mais elevados padrões para a proteção das crianças."
No entanto, uma associação de vítimas de abusos acusou o evento de ser apenas uma vitrine e que o Vaticano deveria entregar ao Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, toda a documentação que possuir sobre os abusos, segundo informou a Reuters.
A associação reforçou a acusação que membros do alto clero da igreja acobertam crimes de pedofilia, a fim de proteger a imagem da igreja.
Além de piorar a reputação católica, os escândalos de abusos de menores por parte de padres e bispos são acompanhados de processos judiciais, dando custo à entidade, além de provocar êxodo de fieis, o que diminui a arrecadação.
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11.2.12
7.2.12
Vaticano reconhece 4 mil casos de pedofilia e critica reação
DA EFE, DA CIDADE DO VATICANO
Um total de quatro mil casos de abusos sexuais a menores realizados por padres
foram denunciados para a Congregação para a Doutrina da Fé nos últimos dez anos,
informou nesta segunda-feira o prefeito da instituição, William Levada, que
admitiu que a resposta da Igreja foi "inadequada".
Levada deu estas declarações na Universidade Gregoriana de Roma durante a
abertura de um simpósio sobre pedofilia, que irá até o dia 9 de fevereiro e que
reúne líderes religiosos.
Durante o ato o prefeito leu uma mensagem do papa Bento XVI, no qual afirma que
a cura das vítimas deve ser "a preocupação prioritária" da comunidade cristã e
que isso tem que ocorrer ao lado de uma "profunda renovação da igreja em todos
os níveis".
Levada, por sua parte, destacou a luta do pontífice contra o abuso de menores, o
que começou quando ele era o cardeal Joseph Ratzinger.
‘DUROS ATAQUES’
O prefeito afirmou que Bento 16 sofreu nos últimos anos "duros ataques" por
parte da imprensa, "quando deveria ter recebido a gratidão de toda a igreja e de
fora dela" pelo trabalho realizado e sua postura de "tolerância zero" com a
pedofilia.
Levada, no entanto, admitiu que as quatro mil denúncias "evidenciaram a
inadequada e insuficiente resposta da igreja".
O religioso ressaltou a necessidade da Igreja colaborar com as autoridades civis
para enfrentar os casos de padres pedófilos, destacando que o abuso sexual de
menores de idade não só é um delito religioso, mas também um crime.
Levada disse ainda que embora as leis civis variem de nação para nação, o
princípio sempre é o mesmo: "a igreja tem a obrigação de cooperar com a lei
civil e denunciar esses crimes às autoridades competentes".
Um total de quatro mil casos de abusos sexuais a menores realizados por padres
foram denunciados para a Congregação para a Doutrina da Fé nos últimos dez anos,
informou nesta segunda-feira o prefeito da instituição, William Levada, que
admitiu que a resposta da Igreja foi "inadequada".
Levada deu estas declarações na Universidade Gregoriana de Roma durante a
abertura de um simpósio sobre pedofilia, que irá até o dia 9 de fevereiro e que
reúne líderes religiosos.
Durante o ato o prefeito leu uma mensagem do papa Bento XVI, no qual afirma que
a cura das vítimas deve ser "a preocupação prioritária" da comunidade cristã e
que isso tem que ocorrer ao lado de uma "profunda renovação da igreja em todos
os níveis".
Levada, por sua parte, destacou a luta do pontífice contra o abuso de menores, o
que começou quando ele era o cardeal Joseph Ratzinger.
‘DUROS ATAQUES’
O prefeito afirmou que Bento 16 sofreu nos últimos anos "duros ataques" por
parte da imprensa, "quando deveria ter recebido a gratidão de toda a igreja e de
fora dela" pelo trabalho realizado e sua postura de "tolerância zero" com a
pedofilia.
Levada, no entanto, admitiu que as quatro mil denúncias "evidenciaram a
inadequada e insuficiente resposta da igreja".
O religioso ressaltou a necessidade da Igreja colaborar com as autoridades civis
para enfrentar os casos de padres pedófilos, destacando que o abuso sexual de
menores de idade não só é um delito religioso, mas também um crime.
Levada disse ainda que embora as leis civis variem de nação para nação, o
princípio sempre é o mesmo: "a igreja tem a obrigação de cooperar com a lei
civil e denunciar esses crimes às autoridades competentes".
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