1.5.12

O gigante Golias: visão de meter medo!

O enfrentamento do gigante Golias pelo pastor Davi (Davi enfrenta e vence o gigante). O texto principal diz: “Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém, eu vou a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado” (1Sm 17.45). Os escritos sagrados sobre o assunto comentado se encontram em 1Samuel 17.43-49. Davi um pastor corajoso Nesse texto de 1Samuel 17.45, o jovem pastor Davi faz referência àquilo que encheu o campo de sua visão, à primeira vista. Penso que todos nós faríamos o mesmo. O homem impressionava por seu tamanho e pelo volume de seus equipamentos militares. Embora nossos olhos tenham condições de focar algo com mais propriedade, para contemplar o conhecimento, temos a tendência de mover o nosso olhar para a estética das coisas, conforme padrões preestabelecidos pela sociedade. Olhamos para aquilo que, no primeiro momento, atrai a atenção. Buscamos aquilo que nos parece bom aos olhos (Dt 12.8). Com isso, perdemos aspectos importantes e primordiais para alcançarmos triunfos na vida. Eliseu permaneceu tranquilo diante da ameaça do amedrontador exército da Síria, enquanto seu discípulo se apavorava de medo. A diferença entre os dois estava na visão de ambos. O rapaz não conseguia enxergar os exércitos dos Céus, até que o profeta orou para que se lhe abrissem os olhos (2Re 6.15-17). Davi realmente faz menção daquele verdadeiro “muro intransponível” à sua frente, talvez para dar o realce merecido e valorizar a sua vitória, que ele antecipara, por sua fiel determinação, firmada na confiança no Senhor. No Velho Testamento não se conhecia a definição cristã de fé, mas a lealdade e por ela, a confiança. Todos os israelitas tremeram diante de Golias – e não era pra menos – talvez diziam: – Ele é monstruoso… Como vamos derrotá-lo?! Davi por sua vez, com sua arma (“as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para a destruição das fortalezas”, 2Co 10.4) – a firme determinação na vitória, por confiar na potência divina (ele já havia matado urso, leão etc, com a mesma arma que, agora, enfrentaria Golias de Gate) –, possuía outra visão, que ninguém ali conseguia enxergar, e que ia além daquilo que o tempo, o espaço e a matéria, lançavam no ar, e possivelmente pensara: – Ele é realmente muito grande… Não há como errar! Assim como Eliseu, Davi podia prever o poderio que estava ao seu lado – o Senhor dos Exércitos. Os ocultos cálculos do peso da pedra, força gravitacional, direção, sentido do vento, mais velocidade, força e impulso etc, estavam sob a visão confiante do pastor, que podia antever o triunfo, por sua pontaria – resultado de uma visão perfeita. Golias estava em plena exibição, se apresentando ao povo; Davi em ação exibia o Senhor a todos. A fé e a razão estavam notabilizadas pelas discrepâncias e expressadas no decisivo duelo. Na verdade, o gigante era Davi e a pequenez estava em Golias que, por não enxergar assim, perdeu a vida. Enquanto essa visão brotava da alma de Davi, pois os seus olhos eram bons, e por isso ele podia ver a luz brilhar a ele – a glória da vitória (Mt 6.22). Volumes reais Confira as referências das dimensões ligadas ao gigante Golias, tendo em vista referências do mundo atual, pois muitos poderão ser tentados a lançarem dúvidas sobre tais pesos e medidas. A Bíblia traz informações importantes como a ligação de Golias com os anaquins, um povo formado de gigantes. Cientificamente é possível haver a concentração de determinada característica de um povo. O lado oposto das proporções humanas ocorre na cidade sergipana de Itabaianinha, onde os homens são, na maioria, de baixíssimas estaturas, verdadeiros anões. Quanto à estatura de Golias, não há nenhum exagero nas medidas mostradas pela Bíblia – seis côvados e um palmo – exatamente 2,98m de altura, a considerar o côvado a 0,45cm (do cotovelo à ponta do dedo médio) e o palmo a 22,5cm. Não era só isso que impressionava e que metia medo em qualquer homem da época. Golias possuía ainda um apetrecho de batalha, que totalizava cerca de 64k: - Lança de 6,8k, equivalente a um eixo (de tecelagem da época), mais a - Armadura com aproximadamente 57k. O total chegava a quase 64 quilos. Este peso equivale ao dobro da carga que um soldado moderno carrega em plena ação de guerra, ou seja, 30k. São 14 itens: Capacete, pistola, fuzil, munição para morteiro, faca, kit para limpeza de arma, luz química, bolsas para remédio, para água e outra para munição, meias, colete, poncho e toldo. É muito mais pesado em termos de proporção o que Golias carregava? Não! Se analisarmos os aspectos de equivalência, a considerar a massa física de cada homem, Golias carregava menos peso. Se partirmos do ponto que um soldado hoje tem, em média, 1,80m e 80k de peso corporal, e suprimentos de guerra equivalentes a 30k; Golias, caso tivesse o equivalente a 140k, deveria carregar em torno de 84k. No entanto, levava 64k: a armadura de 5 mil ciclos de bronze e a lança de 600 ciclos de ferro. As medidas usadas foram as citadas pela Bíblia, ou seja, o ciclo. Seu peso era de 11,4g. Importante citar que dessa medida (de prata) nasceu a moeda judaica Shekel (ciclo, no hebraico), em circulação até hoje.

Esmirna, a segunda das Sete Igrejas da Ásia


“E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu: Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte” (Ap 2.8-11).
Abrangência/época: De100 a 312 (Ap 2.8-11). Significado: Anestésico (Sofrimento). Fato crítico: Não há. Elogio: Suporta a perseguição. Exortação: Sê fiel até a morte. Galardão ao que vencer: Não morrerá. Significado histórico: Auge da perseguição romana. Identificação – Esmirna localizava-se na Ásia Menor, a cerca de 40 quilômetros ao norte de Éfeso e constituía-se rival desta. Possuía o principal porto da Ásia, voltado para o comércio do Mar Egeu. Fundada por volta do ano 1000aC e destruída 4 séculos depois pelos Lídios. Reconstruída por volta de 300aC, por Alexandre, o Grande. Pode-se ver ainda hoje as ruínas da antiga cidade, na moderna Izmir (de Smyrna), na Turquia. Nela, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal, havia uma luta interna entre judeus, que se opunham aos cristãos, e cidadãos que eram simpáticos ao domínio romano e à adoração ao imperador. Dado essa identidade peculiar, as perseguições eram frequentes. Seu principal e talvez primeiro bispo fora Policarpo (de 70 a 160dC), natural da cidade e discípulo de João e, segundo a história, morto pela perseguição romana. Por outro lado judeus, com uma grande colônia, ao se ajuntaram à adoração em suas sinagogas, serviam aos propósitos de Satanás e não aos de Deus, e acabavam por formar a “sinagoga de Satanás”, conforme a mesma fonte acima, que afirma ainda que a cidade era famosa por suas competições esportivas, mas a coroa final que o Senhor oferece – a coroa da vida (v10) – está acima do laurel que os competidores ganhavam – a coroa corruptível. Em oposição a essa fidelidade, muito discutida na época, em função do domínio romano, o Senhor diz: - “Sê fiel até à morte”, e dar-te-ei a coroa da vida” (2.10). Esmirna mantinha inúmeros cultos e deuses com seus templos instalados no Monte Pagos – Apolo, Dionísio (Baco), Cibele: Representada em uma moeda e com uma coroa; Afrodite: a deusa da promiscuidade, da fecundação; Esculápio: Protetor da Medicina. Todos formavam uma verdadeira ‘sinagoga’ de Satanás, nome usado para nomear os judeus que se davam a tal adoração e, por conseguinte, perseguiam os cristãos. Mirra – Esmirna deriva-se de mirra. Segundo Aurélio mirra é palavra de origem semítica; do grego myrrha. “Designação comum a duas árvores da família das burseráceas (Commiphora mallis e C. myrrha), originárias da África, cuja resina dimana por incisão e se usa como incenso e em perfumes, unguentos”. Também para embalsamar. Daí tem-se o contraste com o Cristo vivo: - “E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu”, 2.8. Analgésico – Alguns preferem afirmar que Esmirna tem que ver com analgésico – que elimina a dor, elemento protetor natural ao homem. A dor faz com que fujamos daquilo que machuca, causa ferimentos e, portanto, dói. Se a criança coloca a mão no fogo, sentirá a dor da queimadura e a tendência natural é a de não fazer o mesmo novamente. O corte de uma faca, por exemplo, faz com que o cérebro humano emita reação semelhante. Portanto, as pessoas acometidas de doença que elimina a dor necessitam de cuidadoso e constante acompanhamento para que não quebrem ossos, por exemplo. Quem não sente dor ao quebrar um órgão do corpo, poderá ser acometido de gangrena, em função da fratura e suas consequências não curadas, e morrer. Pobreza – Esmirna era pobre, e conforme comentário de rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD), o termo no original para designar a pobreza dessa cidade é ptocheia (que não possui nada). Esse termo indica alguém miserável, pobre por completo. O outro termo para pobreza no grego é peniah, que ou quem já possuí o essencial. “A pobreza dos cristãos em Esmirna era geral; economicamente, não tinham recursos, pois havia muitos escravos na igreja. Mas Jesus diz que eram ricos espiritualmente”. Enquanto Esmirna, uma igreja pobre é vista como rica; Laodicéia, que vivia em meio à riqueza é tida como pobre. Perseguição – A Igreja naquela cidade vivia sobre constante perseguição, tribulação (aperto, pressão). Essa igreja passou pelo pior período da perseguição romana: - “Não temas as coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de 10 dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”, 2.10. Parece que essa perseguição de 10 dias, faz referência a 10 imperadores ou ao período compreendido de seus governos que abrangeu o tempo de aproximadamente 200 anos – período dessa igreja. Para Esmirna o conselho é: “Sê fiel até a morte”. Tentação (Provação) – Testados como se testa metal (dokimazetô), cf 1Co 11.28: “Examine-se a si mesmo”, para ser aprovado, no grego dokimos (conversão real, sinceros, 1Co 11.19), em oposição a adokimos (reprovado). APLICAÇÃO I – JESUS, ÚNICO DEUS – É (o único) Deus Eterno e Criador (“o primeiro e o último”); II – RESSUSCITOU – O único que foi morto e ressuscitou (“que foi morto, e reviveu”); III – UNISCIENTE – (“Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza”); IV- SENHOR ‘DONO’ DE TUDO – (“mas tu és rico”); V – TODO-PODEROSO – (“Nada temas das coisas que hás de padecer”); VI – LEAL – (“Sê fiel até à morte”); VII – VIDA ETERNA – (“dar-te-ei a coroa da vida”); VIII – VITORIOSO – (“O que vencer não receberá o dano da segunda morte”). A maioria das informações foi extraída do livro Fronteira Final (Escatologia), MESQUITA, Antônio, 2007, Fronteira Final, A Terra geme e chora, CPAD.

A Pregação nas próximas gerações - O futuro das pregações frente a uma inserção, cada vez maior, das mídias digitais em reuniões cúlticas.


Introdução O verdadeiro Cristianismo é a Fé na Pessoa de Jesus Cristo, como único Salvador e Senhor de nossas vidas e que tem como um dos seus pontos basilares a pregação (Kerigma). Em Marcos 1:38-39, está escrito ´´Vamos às aldeias vizinhas, para que eu ali também pregue; porque para isso vim``; em Lucas 4:18-19 também é enfatizado o aspecto homilético do ministério de Jesus, ´´O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a apregoar liberdade aos cativos e dar vista aos cegos; a por em liberdade os oprimidos; a anunciar o ano aceitável do Senhor``. Algo a se enfatizar quanto a pregação de Jesus é que sua mensagem não era algo meramente restrita ao discurso, a força de sua pregação era fortemente alicerçada por sua vida (Mt.7:29). Entretanto, sendo portador de uma mensagem simples, o Mestre utilizava-se de uma complexa rede de recursos comunicacionais, tais como, a linguagem cheia de imaginação, raciocínio analógico, figuras de linguagem, contrastes, as possibilidades acústicas e etc. Jesus, em todos os sentidos deixou exemplos, até mesmo na comunicação. Porém, as mudanças históricas e culturais pelo qual a igreja passou, fizeram com que a mesma começasse a trabalhar de forma diferente em muitas áreas de sua atuação, causando tambem alterações no âmbito técnico da homilia. E é isto que será colocado a seguir, partindo da Idade Média. 1. Uma síntese histórica da Pregação 1.1.A Pregação na Idade Média - Após o período apostólico, a Igreja continuou tendo em suas fileiras pessoas muito capacitadas na pregação do Evangelho. No período chamado dos ´´Pais da igreja``, muitos expoentes da pregação deram ao mundo palavras ungidas e profundas que, ainda hoje, podem ser pesquisadas pelos interessados; um destes foi João Crisóstomo, Bispo de Constantinopla(349-407), conhecido como ´´Boca de Ouro``, que com uma oratória impactante e um conteúdo profundo, impressionava a todos os que o ouviam. Passado estas duas épocas históricas aureas da pregação cristã, o perído denominado Idade Média, viu uma estagnação neste ministério tão importante da igreja, em algumas regiões, houve até mesmo um retrocesso nesta área. Portanto, a pregação clerical na Idade Média foi marcada pela falta de originalidade e imprimiu nesta prática da liturgia cristã um costume de repetir os sermões dos grandes padres do período anterior. A homilia — como discurso familiar, simples e íntimo — foi sendo substituida e nos cultos foi se dando mais espaço para o aspecto sonelizado e da espetacularização, o qual acabou dominando toda a liturgia da igreja romana durante toda Idade Média. Foi neste período, que surgiram duas escolas de pregação medievais, a escola escolástica e a mística ou mendicante, a primeira voltada para os templos e para as nascentes universidades e a outra, para o ar livre. Assim sendo, segundo Ramos ´´na Idade Média, portanto, enquanto a homilética era enriquecida pela prática mística das ordens mendicantes que pregavam nas cidades e nos campos, era empobrecida pelos abstratos discursos proferidos dos suntuosos púlpitos das catedrais. Enquanto, em alguns setores da hierarquia eclesiástica, a prédica conquistava as luzes da razão, o fervor místico dos pregadores mendicantes se encarregava de manter a porta dos fundos abertas para a passagem livre da superstição e da experiência religiosa emocional (por vias afetivas) e sensacional (por vias sensoriais).`` 1.2.A Pregação no Período da Reforma Protestante - Se a Idade Média, não aperfeiçou a arte homilética, apenas teve uns momentos de lampejo aqui e ali, com nomes como Domingos, Francisco de Assis, Tomás de Aquino , Pedro Valdo e outros. No período chamado de Reforma Protestante houve um retorno e até mesmo um avanço na pregação do Evangelho. Neste período, aconteceu uma “troca de meios``, pois “enquanto na Igreja medieval o sacramento, a celebração simbólica, eram entendidos como meio de apropriação da salvação”, com a Reforma é a Palavra falada da prédica evangélica que é colocada no centro e assume essa função de meio, portador, proclamador da salvação (Rm.10:07). A identidade homilética medieval foi marcada principalmente pelo aspecto visual, com seus suntuosos e elevados púlpitos, já a homilética reformada foi caracterizada pelo traje, com a substituição da indumentária sacerdotal pelos trajes acadêmicos. Segundo Ramos,´´ Ulrico Zwinglio teria sido o primeiro a introduzir o uso da toga acadêmica chamada schaube, em Zürich, durante o outono de 1523 e Martinho Lutero teria adotado o shaube no dia 9 de outubro de 1524, substituindo definitivamente seu hábito e capelo monacais.`` A Pregação Reformada, foi marcada pelos seguintes aspectos: (1) A primazia da palavra oral; (2) A Palavra de Deus deve consolar e libertar a consciência moral do ser humano, por meio da prédica evangélica; (3) Somente a Cristo se deve pregar (solus Christus praedicandus); (4) A Pregação da Palavra se destina à pessoa de forma individual; (5) Pregação acentuadamente auditiva, lingüística e menos visual. 1.3.A Pregação nos Tempos das Missões Modernas - Quando as diferenças entre igreja Protestante e Católica estão bem delimitadas, surge um período de fervor missionário dentro da igreja, principalmente na Protestante, impulsionada pelas pregações de cunho evangelístico e de avivamento dos irmãos morávios, metodistas e avivalistas norte americanos. A mensagem levada aos campos estrangeiros apresentava uma forma que em aspectos gerais, é mais próxima da pregação emocional das ordens mendicantes da Idade Média e voltada para aspectos sociais, lembrando um pouco a mensagem dos profetas vetero-testamentários. O discurso continua sendo mais oral e menos visual. 1.4.A Pregação no Século XX - Durante o século XX, alguns aspectos podem ser mencionados sobre o conteúdo e a forma da pregação, por exemplo: O avivalista ou carismático e o social. A mensagem avivalista é notoriamente emotiva e sensorial, envolvida por um ambiente altamente espiritualizado. Já o social é mais racional e pragmático. Com isto, a forma homilética destes dois movimentos podem ser caracterizados da seguinte forma: O avivalista geralmente, mas não necessariamente, trabalha com sermões temáticos, a mudança na tonalidade da voz é muito comum, um período do sermão é dedicado a manifestações de dons e carismas, há o uso de muitos gestos corporais e a utilização de chavões, clichês e se possível, de exemplos que estimulem o sentido da visão. Já a pregação de caráter social é menos mística, voltada principalmente para a razão e é mais oral. 1.5.A Pregação na Idade das Mídias - A virada tanto do século como do milênio, trouxe profundas transformações na pregação do Evangelho. As Mídias de Massa e Digital teem exercido este poder de transformação na Pregação do Evangelho, é bom frisar que cada uma destas mídias tem sua própria especificidade, e por isto mesmo possui seu próprio padrão de transmissão. Como a tendência é da ampliação na transmissão via digital, será comentado somente alguns aspectos referentes às tecnologias digitais. Neste novo ambiente de comunicação, a pregação para ser efetivamente apropriada para o meio é, e deverá ser amparada por muita visualidade, falas curtas e diretas e muito conteúdo que se modifica a todo instante, a fim de que as pessoas fiquem conectadas o maior tempo possível, além de se apelar para uma maior interatividade durante a pregação. Ainda, é bom frisar que com a inserção das inovações tecnológicas no ambiente cúltico, a utilização de projetores de imagens, também vem modificar a metodologia da pregação como pode ser visto no exemplo dado pela igreja coreana. 2. A igreja da Coréia (um exemplo a ser seguido?!) - Ao falar sobre igreja e suas ligações com as mídias digitais, não tem como deixar de fora, a igreja local que mais tem se colocado na vanguarda das inovações tecnológicas. Na igreja Yoido Full Gospel em Seul, Coréia do Sul, a igreja do Pr.David Yonggi Cho, as pregações são acompanhadas de cenas alusivas ao que está sendo falado, assim são projetadas cenas de filmes, imagens em duas telas de plasma com dimensões de fazer inveja ao mais moderno dos cinemas; há ainda dezenas de telas menores espalhadas pelos cinco pisos do templo gigantesco de Seul, tudo isto acompanhado por uma trilha sonora e diante de uma enorme cruz fixada, de luz de neon, no centro do altar; os fiéis e os visitantes do templo teem acesso a fones de ouvidos com diversas opções de idiomas para acompanhar as pregações. Pelo jeito, os coreanos já se apropriaram de alguns ensinos psicológicos acerca dos estímulos provenientes das telas, que dizem que quanto mais forte e estimulante for a experiência, juntando som, imagem, e outras sensações mais envolvente ela será, e melhor a sua retenção e compreensão. Para completar o grande envolvimento midiático do Tempo do Dr. Cho, existem cerca de 200 câmeras, que geram imagens, em tempo real e por diferentes ângulos, para sites e canais de televisão. 3. A Pregação e as Novas Mídias (presenciais e a distância) - A inserção de meios eletrônicos-digitais na e para transmissão do Evangelho, já tem feito nascer, mesmo que de forma embrionária: 3.1.Uma pregação que prioriza o visual em detrimento do oral, por isto o caráter de show das pregações deste 2º milênio; 3.2. Uma exigência de conhecimento e atenção mais técnica na transmissão do Evangelho, pois a preocupação não será tanto com o auditório e sim com o meio (cheio de padrões e exigências) que leva o conteúdo àqueles que estão presentes no auditório, como para os que acessam via internet, e isto pode ser chamado de ´´preocupação midiática``; 3.3. Uma pregação que tende a expandir-se tanto no sentido do tempo cronológico quanto na extensão geográfica, pois já pode ser acessada após os cultos, comentada e divulgada pelas redes sociais; 3.4. Uma pregação, que provavelmente, pode tornar-se uma peça a mais no grande esquema da midiatização eclesiática, um produto dentre os demais recursos oferecidos para os internautas, isto, devido as múltiplas oportunidades concedidas pelos dispositivos do meio digital; 3.5. A pregação midiatizada tornar-se-á cada vez mais cheia de ilustrações visuais, os sermões com ilustrações para utilização da imaginação será mais restrito a grupos ´´antigos``, pois as novas gerações perderão cada vez mais a capacidade de imaginar atraves do que se está sendo apenas falado, já que desde pequeninos, sempre terão imagens, enxendo o campo visual e os pensamentos deles. Abraços Elias Fontes: http://vigiai.net/articles.php?article_id=817

O Cordão Escarlate


"A história da destruição de Jericó” As únicas pessoas que se salvaram foram as que estavam na casa de Raabe, a prostituta. "Eis que, vindo nós à terra, atarás este cordão de fio de escarlata à janela por onde nos fizeste descer; e recolherás em casa contigo a teu pai, e a tua mãe, e a teus irmãos e a toda a família de teu pai. Será pois que, qualquer que sair fora da porta da tua casa, o seu sangue será sobre a sua cabeça, e nós seremos sem culpa; mas qualquer que estiver contigo em casa o seu sangue seja sobre a nossa cabeça, se nele se puser mão". (Josué 2:18 ,19) O povo de Israel estava prestes a conquistar a terra prometida. Eles tinham chegado às portas da terra sonhada. A promessa de que Deus entregaria a terra de Canaã para Israel estava próxima de ser cumprida. Antes de entrar, Josué, o sucessor de Moisés, enviou dois homens para espionar a terra e trazer informações. Estes dois homens se hospedaram na casa de uma prostituta chamada Raabe. E ela, em meio à miséria que vivia, agarrou-se ao único fio de esperança que via para a sua vida. Raabe fez um trato com estes homens. Ela os hospedou, os alimentou e os escondeu do rei de Jericó, que os estava perseguindo. E quando estavam para ir embora ela disse: - Eu reconheço que o povo de Israel é o povo de Deus. Eu vivo nesta miséria que vocês veem, mas sei que o Deus de vocês é um Deus grande e quero esse Deus para mim. Eu sei que ninguém pode resistir ao exército de Deus. Eu sei que quando o exército de Deus invadir a terra destruirá tudo, mas eu quero acreditar nesse Deus. Então, por favor, me ajudem, me tirem desta situação. Quando o povo de Deus entrar aqui, por favor, não façam mal a mim, nem a minha família. Tenho medo de morrer. Não podemos enfrentar a força do exército de Deus. E os espiões de Israel entregaram à Raabe um cordão vermelho e lhe disseram: Pendure este cordão vermelho na janela da sua casa. Quando o exército de Israel entrar, destruirá tudo conforme a ordem divina, mas a casa onde estiver esse cordão escarlate não será tocada. Junta aí teu pai, tua mãe, teus irmãos, tua família. Não saiam da casa para nada. O exército destruirá tudo que encontrar a seu passo, mas a casa onde o cordão estiver não será tocada. O exército de Israel entrou na terra prometida. Os muros de Jericó caíram miraculosamente. Os homens de Israel entraram matando a todos a espada. O sangue corria pelas ruas. A morte e a destruição chegou para os moradore daquela terra. Mas a casa com o cordão escarlate não foi tocada. Lá naquela casa havia um grupo de pessoas que se salvou por acreditar na mensagem que estava por trás do cordão escarlate. Somente uma mulher acreditou na mensagem do evangelho. Era uma pobre prostituta. Vendia seu corpo na rua e era rejeitada pela sociedade. Era uma mulher sem esperança, sem futuro. Milhares de de pessoas daquela cidade de Jericó morreram. A única que se salvou foi uma pobre mulher que não tinha para onde ir, que estava acabada e no fundo do poço. Se você alguma vez pensou que não tem mais esperança, se você já lutou para sair da situação em que se encontra e não tem forças para fazê-lo, esta mensagem é para você. Será que você precisa de Jesus Cristo tal qual Raabe? Esta mensagem viva e eficáz é para todos os bons cidadãos que estão bem com Deus porque acreditam não haver nada de errado em sua vida e para os que se encontram no fundo do poço. Aquela mulher se agarrou à promessa do cordão escarlate. ele simbolizava o sangue de Jesus que um dia seria derramado na cruz do Calvário para remissão de pecados. É o sangue de Jesus que nos purifica de todo o pecado. Sem derramamento de sangue, disse Paulo na epístola aos Hebreus, não há remissão de pecados. Aquela prostituta trouxe vergonha para sua família e foi ela que foi falar de salvação? Seus pais devem ter perguntado é nessa casa onde você vende seu corpo que está a salvação? Que moral você tem para me falar de Cristo? Existem pessoas que vivem angustiadas, bagaço total. Há famílias se desintegrando, homens e mulheres que não sabem para onde ir e que precisam de uma palavra; têm ouvido falar de Jesus como uma doutrina, mas não O conhecem como uma pessoa. E você conhece o caminho; você sabe que o fim está chegando. O cordão vermelho da graça de Jesus está nas suas mãos. A Palavra de Deus está com você. É você quem Deus usará para trazer essas pessoas. É você com seu passado perdoado, com sua vida transformada quem Deus usará para levar a mensagem de amor a essas pessoas. Aqueles homens acreditaram na prostituta e correram para a sua casa. Mas a salvação não estava na casa, não estava no cordão escarlate. O cordão era apenas o símbolo do sangue de Jesus. Hoje, a nossa única esperança está no sangue de Jesus Cristo, o Cordeiro. Sou eu quem mereço morrer. A salvação não depende de algo bom que eu faça; nasci em pecado. Davi disse: Em pecado me concebeu minha mãe. Cresci em pecado; carrego dentro de mim uma natureza pecaminosa que me empurra para o pecado. Não há nada bom em mim. Minha única esperança está no cordão escarlate. Minha única segurança está no Cordeiro de Deus que um dia derramou Sua vida na cruz do Calvário. Tenho que manchar a porta do meu coração com esse sangue. Tenho que manchar minha mente com esse sangue para que ele purifique meus pensamentos. Tenho que tomar desse sangue e manchar meu coração para que ele santifique meus sentimentos. A minha esperança de salvação não está no meu domínio próprio. A minha força de vontade vale muito pouco. Minha única segurança está em Cristo e no sangue que um dia foi derramado na cruz do Calvário. A salvação para os habitantes de Jericó estava na casa do cordão. Jesus está voltando. A Bíblia diz que ninguém sabe o dia nem a hora que Jesus voltará, mas os sinais bíblicos nos indicam que a volta de Jesus está mais próxima. E quando Jesus voltar, a nossa segurança não estará apenas numa religião. A nossa segurança estará somente em Cristo. Abra seu coração a Jesus. enquanto é tempo. Tenha a certeza de estar preparado para se encontrar com Jesus quando Ele voltar pela segunda vez. Deus te abençoe neste dia. Se você foi tocado pelo Espírito Santo através desta Palavra, faça e envie seu comentário.

Kassab libera Campo de Bagatelle para evento da Igreja Mundial


Cerca de 1 milhão de fiéis de todo o país são esperados na celebração, domingo, 6, às 10 horas Diego Zanchetta – O Estado de S. Paulo – Texto atualizado às 22h08 para correção de informação SÃO PAULO – O prefeito Gilberto Kassab (PSD) autorizou a Igreja Mundial do Poder de Deus a realizar seu "Dia do Grande Desafio" no Praça Campo de Bagatelle, em Santana, na zona norte, no domingo, a partir das 10 horas. Cerca de 1 milhão de fiéis de todo o país são esperados no evento. Parte da Avenida Santos Dumont vai ficar interditada até às 17 horas. A liberação foi publicada no Diário Oficial da Cidade de sábado. Mas o líder da igreja, "apóstolo" Valdomiro Santiago, já divulgava há três semanas na TV e em seus cultos a realização do encontro. Kassab virou um aliado da igreja em 2010, após liberar o templo da Mundial no Brás, em desacordo com determinação do Ministério Público Estadual e da própria Procuradoria Geral do Município. Líder e fundador do PSD, o prefeito tem procurado agradar as mais diversas correntes religiosas. Em 2011, Kassab também confrontou o MP para liberar o estádio do Pacaembu para eventos das Igrejas Universal e Assembleia de Deus. Em fevereiro deste ano, o pacote de bondades do prefeito para as igrejas incluiu o patrocínio da 28ª "Caminhada da Ressurreição", evento da Igreja Católica que reuniu 75 mil pessoas na Penha, zona leste, durante a Páscoa. A Prefeitura mandou confeccionar 5 mil camisetas para a passeata, 3 mil cartazes e 500 mil panfletos que foram distribuídos por lideranças católicas. Rio de Janeiro. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) virou alvo de ataques de pastores da igreja após proibir no início do ano um evento igual ao previsto domingo na capital no Sambódromo da Marquês do Sapucaí.

Casal é morto a tiros dentro de igreja em Caxias do Sul.


Grupo armado invadiu local na noite de domingo (29), durante culto. Jovem foi atingida por disparo no pé e foi socorrida. Do G1 RS Policiais retiram corpos de vítimas de dentro da igreja
(Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Agência RBS) Um grupo armado interrompeu de forma trágica um culto religioso dentro de uma igreja emCaxias do Sul, na Serra do Rio Grande do Sul, por volta das 21h de domingo (29). De acordo com o Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO), quatro homens invadiram a Igreja Assembleia de Deus do bairro Vila Ipê e dispararam contra um casal (os dois com 46 anos), que morreu no local. Uma jovem de 20 anos ainda foi atingida por um tiro no pé, mas foi socorrida e levada a um hospital. De acordo com a polícia, os homens invadiram o culto pedindo para que os fiéis deitassem no chão. Em seguida, efetuaram disparos contínuos contra o homem e a mulher. Os quatro suspeitos fugiram a pé. As vítimas não tinham antecedentes criminais. O local foi isolado e a Polícia Civil e o Departamento Médico Legal (DML) foram acionados para a remoção dos corpos. A polícia trabalha inicialmente com crime de execução. O caso vai ser investigado pela 2ª Delegacia.

Sites religiosos concentram mais ameaças virtuais que páginas pornográficas


Quantidade de malware para sistema Android aumentou 93%, diz pesquisa
Sites relacionados a crenças possuem 115 ameaças ante 25 nas páginas de conteúdo adulto (Getty Images) Sites religiosos costumam conter mais ameaças virtuais que domínios com conteúdo pornográfico, aponta estudo anual realizado pela empresa de segurança informática Symantec. Foram encontradas, em média, 115 ameaças por site em páginas relacionadas a crenças ante 25 em páginas com conteúdo adulto. "Nós imaginamos que o motivo da discrepância seja a rentabilidade dos sites pornô – se o dono já ganha dinheiro de anúncios, tem mais interesse de manter os seus domínios livres de malware (programas maliciosos), que afasta internautas", afirma o relatório da Symantec. A pesquisa revela que a quantidade de malware cresceu 81% de 2010 a 2011, enquanto a variedade de programas maliciosos cresceu 41%. Uma notícia positiva é a redução da quantidade de spans: o e-mail indesejado passou de 88,5% para 75,1% do total de mensagens que circulam pela web. A pesquisa aponta também que a quantidade de malware direcionado a dispositivos móveis aumentou. O sistema mais visado é o Google Android. A plataforma esteve sujeita, em 2011, a uma quantidade de ameaças 93% maior que em 2010. Um em cada quatro programas maliciosos era projetado lucrar com mensagens de SMS premium – frequentemente usadas para arrecadar dinheiro, como em campanhas de doação para caridade.